Nossa proposta é ampliar a atuação na Agroecologia, agindo de forma participativa junto às comunidades rurais e urbanas necessitadas, afim de realizar trabalho orientado para Organização Popular

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Poucas alternativas restam a 47 mil famílias de Santa Catarina, que se vêem obrigadas a aderir às "facilidades" oferecidas pelas corporações fumageiras. Financiamento de estufas e insumos, seguro da produção e garantia de compra são alguns estímulos que garantem o aliciamento dos agricultores familiares para o cultivo de tabaco.
No entanto, tamanha oferta tem seu preço: são as fumageiras que determinam o valor a ser pago pelo produto (na maioria das vezes, segundo os próprios produtores, um valor absurdamente injusto); a grande exposição ao agrotóxico espalha doenças no campo; e o êxodo rural torna-se comum, especialmente dos filhos dos camponeses, insatisfeitos com o baixo lucro e a grande penosidade da lida com o fumo.
O alento, atualmente, vem do Programa de Diversificação da Cultura do Fumo, encabeçado pelo MDA e executado pelo Cepagro nas regiões do Alto Vale e Litoral Sul catarinenses. Por conta da assistência gratuita, em projetos de incremento do leito a base de pasto e cultivos agroecológicas, a dura realidade dos fumicultores começa gradualmente a ser transformada.