Nossa proposta é ampliar a atuação na Agroecologia, agindo de forma participativa junto às comunidades rurais e urbanas necessitadas, afim de realizar trabalho orientado para Organização Popular
Por meio do edital ATER Mulheres, proposto pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) através da Assessoria Especial de Gênero, Raça e Etnia (Aegre), o projeto do Cepagro foi um dos 41 aprovados, distribuídos em 16 estados das cinco regiões brasileiras.
Intitulado de “Fomento a Assistência Técnica e Extensão Rural às mulheres agricultoras do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia”, o projeto prevê a ampliação das ações do Programa Nacional de Diversificação Produtiva nas Áreas de Tabaco, pelo qual o Cepagro já atua na região do Alto Vale do Itajaí, onde estão 75% das mulheres que serão beneficiadas com a proposta. Esta região apresenta sérios desafios à segurança alimentar, devido ao elevado exôdo rural que causa a falta de mão de obra, uma vez que jovens e adultos abandonam suas terras para tentar nas cidades uma melhor qualidade de vida. Os motivos do êxodo estão nas monoculturas de tabaco e cebola, predominantes na região, que não proporcionam uma vida digna à população envolvida.
O projeto possibilita também uma reflexão sobre as trabalhadoras rurais do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia. Estas possuem importância fundamental na agricultura familiar, pois são elas que integram a mão-de-obra necessária nas lavouras e no manejo animal, além das funções pela soberania e segurança alimentar através de suas hortas e quintais, bem como na educação e saúde da família. No entanto, as trabalhadoras rurais geralmente não desfrutam da importância que tem o seu trabalho e seus saberes para o desenvolvimento e sustentabilidade da agricultura familiar, uma vez que historicamente seu trabalho é considerado apenas como uma ajuda ao trabalho dos homens.
As atividades que serão desenvolvidas no projeto tem como propósito:
a) Orientar as mulheres agricultoras rurais para o incremento da diversificação da produção a partir de processos de base ecológica para a garantia de soberania e segurança alimentar familiar;
b) Promover e capacitar as mulheres beneficiárias para as atividades não agrícolas através do beneficiamento dos produtos de base ecológica, da tecelagem, do aproveitamento do uso de fibras existentes nas propriedades familiares rurais entre outros;
c) Assessorar no processo de formação, capacitação e intercâmbio de agricultoras familiares e suas organizações;
d) Promover o acesso aos documentos civis e trabalhistas promovendo a cidadania das mulheres trabalhadoras rurais;
d) Informar e assessorar as mulheres agricultoras beneficiárias para a utilização de todas as linhas de crédito do Pronaf, sobretudo o Pronaf mulher;
e) Orientar e assistir as mulheres agricultoras beneficiárias para as atividades de comercialização junto aos mercados institucionais através do Programa de Aquisição de Alimentos, bem como, feiras livres locais, compras coletivas, entre outros canais de comercialização;
f) Apoiar a formação de grupos comunitários de produção e inseri-los na dinâmica da Rede Ecovida de Agroecologia, fortalecendo à Agricultura Familiar Ecológica;
g) Possibilitar o acesso ao Sistema Participativo de Garantia – SPG realizada pela Rede Ecovida de Agroecologia.
Centro Vianei de Educação Popular
Participação no Projeto: Cooperação nos Intercâmbios junto ao Núcleo Serra da Rede Ecovida, dias de campo, mobilização e cooperação técnica.
Centro de Motivação Ecológica e Alternativas Rurais - Cemear
Participação no Projeto: Cooperação nos Intercâmbios junto ao Núcleo Alto Vale da Rede Ecovida, dias de campo, mobilização e cooperação técnica.
Cooperativa Ecológica de Agricultores, Artesões e Consumidores da Região Serrana - ECOSERRA
Participação no Projeto: Estabelecimento de intercâmbios na área da Comercialização, Cooperação Solidária, mobilização e cooperação técnica.